5 de ago de 2015

História 18

O limão insatisfeito

Apostila Lar Fabiano de Cristo - Fonte:CVDEE


     Num mesmo pomar viviam lado a lado um pé de limão galego e um pé de tangerina. O pé de tangerina estava sempre com crianças à sua volta. Era depois da brincadeira... Era na volta da escola... Era depois do jantar... As crianças deliciavam-se com as gostosas tangerinas.
     Um limão galego do pé de limão vizinho olhava aquilo muito aborrecido. Ninguém queria saber dele. Nenhuma criança o olhava com alegria, como faziam com a tangerina. Também... os limões eram tão azedos! E eles iam ficando esquecidos no seu pé até ficarem velhos... ou até quando a cozinheira se lembrava deles para temperar a carne ou a salada. Mas aquele limão galego não aceitava viver assim. Tudo que ele queria era ser doce como uma tangerina.
     Aconteceu que, num dia de temporal o vento o arrancou do limoeiro e ele caiu... num galho do pé de tangerina. Meio assustado, o limão galego viu que estava bem ao lado de uma tangerina bem gordinha.
     Ficou feliz! Agora, naquele pé, poderia passar por uma tangerina [O limão galego também fica amarelinho quando maduro] e seria admirado por todos. O limão ajeitou-se da melhor forma que pode, bem junto a uma folhinha e ali ficou com ares de tangerina.
     Dias depois, o limão foi colhido junto com as tangerinas pela dona da casa e colocado numa linda fruteira em cima da mesa da sala de jantar. E no meio das tangerinas, ninguém desconfiava que ele era um limão galego. Naquela noite, depois de ter sido provado pela caçulinha da casa, o limão galego acabou na lata do lixo, misturado a restos de comida e pó de café. E assim acabou a vida do limão que não se aceitava, sem ao menos saber do seu grande valor: o de curar muitas doenças.

15 de abr de 2011

HISTÓRIA 17

A REVELAÇÃO


A revelação é uma história escrita pela Rose, pela Márcia e pela Lu, todas do Centro Espírita Vinha de Luz, que fica em Juiz de Fora, no Estado de Minas Gerais e o Milton Kennedy, lá do Sul de Minas Gerais, desenhou especialmente aqui para a gente.
A história fala sobre o sonho do Carlinhos, onde ele aprendeu algumas coisas muito, mas muito, legais.
Vamos saber que coisas ele aprendeu? :-)

Carlinhos: _ aaaaaaaaaahhhhhhhhhh!!!! Oi, Pessoal! Boom diaaa!! Meu nome é Carlinhos. Nossa já tá passando da hora de levantar...! Eu hoje quase perdi a hora porque tive um sonho interessante, que não queria que ele acabasse, estava tãããooo booom... Querem saber qual foi o sonho?
 
Mamãe fala ao longe: - Carliiinhooos! Olha a hora!!
Carlinhos: - Ah...agora não posso contar, porque tenho que levantar, escovar os dentes, me arrumar e ir pra escola.
Zezinho: - Ô, Cara! Você se atrasou pra brincadeira...
Carlinhos: - Ah, é que eu sai tarde pro recreio, porque fiquei copiando o dever e aí só deu pra merendar mesmo... Que chato...
Toca a campanhia do colégio avisando que o recreio terminou.
Zezinho: - Tudo bem! A gente podia depois jogar no campinho...
Carlinhos: - Tá legal! A gente se encontra lá na esquina de casa às 04 horas, falou?
Zezinho: - Então tá, até lá...
E assim, Carlinhos e seus amiguinhos voltaram para a sala de aula para aprender mais um pouquinho.
Acabando a aula, foram para casa para almoçar e fazer seus deveres.
O tempo passou e chegou a hora do futebol.
Vamos acompanhar o que aconteceu?
Carlinhos: - Nossa, Cara! Hoje é meu dia de ficar atrasado! Acordei em cima da hora! Cheguei no colégio quase atrasado! Perdi o recreio! E agora quase chego atrasado por conta daquele exercício de matemática. Você o fez numa boa?
Zezinho: - Achei difícil pra caramba; mas minha irmã me ensinou. Mas me diga, Carlinhos, por que hoje você está se atrasando tanto?
Carlinhos: - Ah! É porque esta noite eu tive um sonho...
Zezinho(espantado e rindo): - Sonho!!?? Mas eu nunca perdi hora por causa de um sonho.. Aaahh!! Conta outra...
Carlinhos: - Não, Cara! É sério. Este sonho foi diferente, não sei explicar direito; mas parecia que eu estava acordado...
Zezinho: - Como assim? Parecia que estava acordado!?
Carlinhos: - É... Deixa eu contar pra você ... Lembra do meu avô Justino? Aquele que acompanhava a gente nos jogos? Aquele que morreu!? Pois é, sonhei com ele, que a gente tava jogando futebol e o vô me falava que , se eu quisesse chegar na velhice com disposição e saúde, que nem ele, eu deveria cuidar bem do meu corpo: comendo verdura, legume, fruta, cuidar pra não ter doenças, por isso deveria dormir cedo, sempre escovar os dentes, tomar banho, cortar a unha, essas coisas que você sabe... Aaahh!! Ele falou também que foi bom ele ter se cuidado, não só do corpo, mas também cuidar para não brigar, não ter raiva, não fazer mal às pessoas, pois assim ele teve uma vida na terra tranqüila . E agora ele também tem uma vida tranqüila...
Zezinho: - Vida!!?? Que vida!!??
Carlinhos: - É, vida mesmo!! Ele falou que a gente não morre, que a gente estava ali conversando de verdade mesmo... E você sabe que , até agora, eu sinto que tava realmente falando com ele!? Pode uma coisa dessa!!!??
Zezinho: - Ahhhh sei disso não.. peraí.. tô me lembrando..já ouvi falar disso sim, e foi lá na escolinha... A tia falou mesmo que a gente não morre, que vai é para o mundo espiritual e que a noite, quando a gente dorme, a gente pode encontrar com as pessoas de quem a gente gosta e que já foram viver lá...
Carlinhos: - Puxa!!! É mesmo!? Como que é isso? Explica melhor...
Zezinho: - Aaah!! O que sei é isso, mas vou perguntar pra Tia melhor... Olha lá o Paulinho... vamos correr senão a gente perde o jogo... oohh!! Paulinhooo....
Carlinhos volta chateado para casa pois havia perdido o jogo e muito pensativo torna a se lembrar do sonho com seu avô e passa o restante da tarde com o pensamento voltado para a conversa que teve com ele...
E ainda impressionado com o sonho e com as explicações de Zezinho, Carlinhos se prepara para dormir
Carlinhos: - Puxa! Pensei o dia inteiro no vô! Já sei! Na minha prece de hoje vou também orar por ele...
Ele deita e faz uma prece:
Carlinhos: - Agradeço a você Jesus pelo meu dia de hoje, pela minha família, pela saúde que a gente tem e também te peço pelo meu Vô Justino. Que a noite seja tranqüila e que meu espírito protetor esteja sempre comigo!
Carlinhos: - Boa noite, crianças!
Carlinhos: - Vô!!! Que legal, você de novo!! Que bom queria mesmo encontrar com você, porque na hora que eu ia perguntar uma coisa eu acordei. Explica esse negócio de que a gente não morre!?
Vô Justino: - Vem cá, Carlinhos! Olha para sua cama... O que você está vendo?
Carlinhos: - Sou eu dormindo...
Vô Justino: - Não. É o seu corpo físico descansando. Você está aqui conversando comigo.
Carlinhos: - Eeeeeuuuu!!??? (diz espantado) Mas eu não morri...
Vô Justino: Sim, Carlinhos, você não morreu; mas foi isso que eu estava explicando para você. A gente não morre, só nosso corpo físico que acaba. Por sermos um Espírito é que nós dois podemos estar aqui , agora, conversando. O meu espírito, cujo corpo físico acabou; e o seu Espírito, cujo corpo físico está desenvolvendo. Por isso te falei ontem para você cuidar bem de seu corpo físico e também cuidar do Espírito não brigando, sendo obediente e bondoso...
Carlinhos: - Peraí, Vô! O Senhor quer dizer que eu, o senhor, a mãe, o pai, a Tia Teca , o Zezinho, todo mundo é Espírito?
Vô Justino: - Isso, Carlinhos. Todos são Espíritos, a única diferença é que uns têm o corpo físico e outros não.
Carlinhos: - Mas, Vô...
Vô Justino: - Agora está na hora de você voltar para seu corpo físico. Vá e não se esqueça dos meus conselhos.
Carlinhos: - Mas, já VÔ?
Vô Justino: - Sim, Carlinhos, vá aprendendo a ser obediente desde já... Está na -ora e aproveite e combine com seu amiguinho Zezinho de ir com ele na Escolinha de Evangelização.
Carlinhos: - aaahhh Vô...
Vô Justino: - Filho, lá você aprenderá tudo isso que conversamos e muito mais. E agora, nada de mais conversa, nos veremos um outro dia.
Nisso chega a manhã e o despertador toca . Carlinhos acorda.
- Oii!! Boom diaa, Crianças!! Vocês viram meu sonho que legal!? Vocês sabiam disso!?
- É?!... E onde vocês aprenderam? Eu não sabia...
- Ah! Então vocês também acham que eu devo ir na Escolinha com o Zezinho?
- Então deixa eu ir para escola e também combinar com o Zezinho direito isso. Gostei de conhecer vocês... Outro dia volto aqui, tá legal? Tchauuuu....
 

14 de fev de 2011

HISTÓRIA 16

No Bairro do Jasmim
Fonte: Agenda Conte Mais 2011 - FERGS

Todos os bichinhos que moravam no Bairro do Jasmim estavam se preparando para a grande festa do domingo.
Lili e Joca são irmãos. Os dois porquinhos tiraram as melhores notas na escola e, por isso os coleguinhas vão oferecer-lhes uma festa. Moram todos no Bairro do Jasmim. Os irmãos resolveram convidar Cinzentinho, que é um lindo coelho, para a grande festa. Lili escreveu, então, uma linda cartinha, colocou-a em um envelope azul e enviou-a pelo correio.
Cinzentinho é muito bondoso e por esse motivo é querido por todos, porém, possui uma séria ‘dificuldade; não gosta de estudar e ainda não sabe ler!
Passando pela caixa do correio, Cinzentinho abriu a portinha e viu um lindo envelope azul, Nem ligou, Fechou a portinha e disse;
— Perderam tempo. Escrever carta para mim é bobagem. Não sei ler. E foi andando todo contente porque não precisava ir para a escola.
Enquanto isso, no Bairro do Jasmim o movimento era grande. Todos estavam se preparando para a festa.
No domingo à tarde foram para a casa dos dois porquinhos.
Quanta alegria! Todos os amigos levaram lindos presentes, Joca e Liii dançavam no meio da sala, de tanto contentamento. Zé Gatão fazia discurso, elogiando os dois irmãos. Depois abriram os embrulhos e foram brincar.
Nunca se viu tanto brinquedo bonito! Foi uma tarde maravilhosa.
A mãe de Lili e Joca preparou uma linda mesa de doces.
Cinzentinho não sabia de coisa alguma.
No dia seguinte Joca encontrou-se com o coelhinho. Ainda trazia a cometa que ganhara do papai. Sem saber por que o Cinzentinho não comparecera à festa, contou para ele o que havia se passado. Quando acabou de falar, Cinzentinho estava com uma cara terrível.
Quase chorando, disse que ia embora e nunca mais voltaria ao Bairro do Jasmim, pois ali ninguém se importava com ele, pois nem ao menos o convidaram para a festa. Aí o Cinzentinho começou a chorar tão alto que fazia dó
Joca arregalou os olhos e perguntou:
- Você não recebeu o convite? A Lili mandou para a sua casa. Estava num envelope azul.
Então o coelhinho chorou mais ainda e ao mesmo tempo falava assim:
- Que coisa horrível a gente não saber ler!
- Cinzentinho, você precisa voltar para o colégio - falou Joca. - De todos nós, você é o único que não sabe ler. Amanhã vamos ao colégio, para você se matricular.
Cinzentinho começou a compreender o erro que estava cometendo.
No dia seguinte, o coelhinho foi todo contente para o colégio. O professor Corujão ficou tão admirado que até deixou cair os óculos, pois o Cinzentinho, que nunca mais aparecera, ali estava, com os olhinhos brilhando de alegria, pedindo para ser matriculado.
Desde esse dia o coelhinho tomou jeito. Chegava sempre cedo, ajudava na arrumação da sala de aula, espanava, varria, e, chegava a hora das lições, era o primeiro da turma.
Joca chegava a ficar de boca aberta, quando via a disposição do amiguinho.
No fim do ano foi uma beleza!
Cinzentinho alcançara grau dez em tudo. O primeiro em comportamento, em frequência e em notas. Quanta alegria!
Resolveram, então, os bichinhos do Bairro do jasmim, oferecer uma festa ao Cinzentinho, o aluno exemplar.
No dia marcado, começaram a chegar os presentes. Lili e Joca foram cedinho para a casa do amigo.
À tarde chegaram os convidados. Brincaram de cabra-cega e de esconder. Zé Gatão ofereceu ao coelhinho um lindo tapete verde. Lili trouxe um bolo, todo enfeitado de cenouras. Na mesa bem arrumada, estava uma tigela com sorvete de morangos. Todos comeram, brincaram e cantaram. Dizem que a festa foi a mais bonita que já houve no Bairro do Jasmim.
Hoje em dia, o coelhinho continua sendo o aluno número um da sua escola. O nosso amiguinho diz que vai estudar para ser professor, a fim de ensinar a ler os bichinhos, seus companheiros. Ele diz que quando não sabia ler, era como se fosse cego, e que a pior coisa é a gente não estudar.
Viva o cinzentinho! Agora seus coleguinhas estão esperando a formatura do coelhinho para darem outra festa, mais bonita que a primeira!

14 de jan de 2011

HISTÓRIA 15



Há muito tempo atrás, em uma carpintaria, quando todo o trabalho havia acabado, as ferramentas começaram a conversar entre si. Elas discutiam para saber qual delas era a mais importante para o carpinteiro.
O Sr Martelo começou: Certamente que sou Eu o mais importante para o carpinteiro! Sem mim os movéis não ficaram de pé!, pois eu tenho que martelar os pregos!
O Sr Serrote logo quis dar a sua opinião: Você Sr martelo? Você não pode ser! Seu barulho é horrível! É ensurdecedor ficar ouvindo toc, toc, toc... O mais importante sou eu! O serrote! Sem mim, como o carpinteiro serra a madeira? Eu sou o melhor!
Não, não, não! Falou a dona Lixa: Eu sim sou a melhor! Se não fosse Eu os movéis não seriam tão lisinhos e perfeitos! Eu sou a mais importante!
Ah! mas não é mesmo! disse a dona Plaina: Eu é quem deixo tudo retinho, e tiro as imperfeições da madeira. Eu sim sou a indispensável...
Tsc, tsc, tsc... Nada disso, disse a dona Chave de Fenda: Se não fosse eu, como o carpinteiro iria apertar os parafusos? EU sim sou a melhor!
Ah! não ! Que absurdo! disse o Sr Esquadro: Eu sou o mais importante! Sem mim os movéis ficariam tortos!O carpinteiro nem saberia a medida. EU sou o mais importante!
As ferramentas ficaram discutindo até o dia amanhecer...
O carpinteiro chegou para trabalhar, colocou sobre a mesa a planta de um movél e começou a trabalhar!
Ele usou todas as ferramentas. Usou o serrote, o martelo, o esquadro, a lixa, a plaina, os pregos, o martelo, a chave de fenda, a cola e o verniz para deixar o movél brilhando....
Enfim ele acabou. Chegou o fim do dia o carpinteiro estava cansado, mas feliz com o que tinha feito! Seu trabalho com as ferramentas tinha ficado ótimo!
O carpinteiro foi para casa. Enfim, as ferramentas voltaram a conversar. Só que agora elas ficaram admirando o que tinham feito todas juntas e o carpinteiro.
Então, elas chegaram a uma conclusão: Todas eram importantes para o olhos do carpinteiro. Ele usou todas! Sem exceção de nenhuma! E o movél tinha ficado lindo!
Elas descobriram que quando todas trabalham juntas tudo anda melhor!!